quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Filas


Uma hora e meia já se passaram, rapidamente, despercebidas. Isto porque eu consegui um lugar para me acomodar, ali, em meio a tantos outros já ocupados. Um senhor, gentil, cedeu-o para mim, disse que não ia mais precisar, que já estava de saída. - Então tá bom. Obrigada!
As pessoas se movimentam sem parar, ansiosas, impacientes, estressadas, anseiando ardentemente que chegue logo a sua vez, que o seu número apareça na telinha.
Uns preferem sentar e escrever para enganar a mente e sentir o tempo passar mais depressa. Outros ouvem uma música, e querem que todos tbm a ouçam. Outros iniciam diálogos com seus vizinhos de cadeira. Contam suas experiências, sua rotina, falam sobre sua família, seu emprego, sobre o feriado de carnaval, sobre a espera e dão até conselhos. Outros permanecem de pé, buscando algo interessante para observar, ou demonstram um olhar vago, perdido em seus pensamentos. -Tenho que fazer isso e aquilo, e depois ir ali e acolá, e fazer tal pagamento, e negociar com fulano e beltrano, e, e, ... Outros talvez entoam louvores a Deus, louvores de gratidão, de exaltação. E outros ainda podem refletir sobre as lições aprendidas cada vez que se deparam com filas, principalmente as de banco.
Lições sobre paciência, tolerância, compreensão do outro, renúncia, equilíbrio, paz, espera e amor. Sobre o reconhecimento de que cada fruto só pode ser colhido em sua estação própria e que os estágios de seu amadurecimento não devem ser pulados.
Lições de que há tempo para tudo nessa vida, paciência. =)

Eclesiastes 3: 1-9

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fim de tarde, da janela da sala

Sábado. Fim de tarde. Uma garoa caindo, de mansinho. O sol no finzinho de sua passagem por este dia.
Tv ligada. O missionário fala sobre o profeta Elias. Da janela da sala, uma linda paisagem. A vizinha, da frente, olha, sem entender. Mas olha e permanece ali, de pé. Mão no bolso, olhar vago, no horizonte. - O que será que ela tá pensando? Por que está ali, parada? Talvez seja este também o seu pensamento.
Um garoto aparece pedalando lentamente sua bicicleta. - Tem bombom, brigadeiro? - Não, tem não. Talvez estivesse com muita vontade de comer aquele doce de chocolate. Ou talvez queria apenas comer algo diferente, distrair-se. As pessoas às vezes comem pra passar o tempo.
A vizinha sai de seu momento de distração, de repouso. Entra em sua casa. Seu esposo chegou.
Os passarinhos voam e cantam alegremente, sozinhos enfeitando aquele céu, cujo azul encontra-se oculto pelas nuvens levemente carregadas. Mas não há público para seu espetáculo. É feriado. Buscam por outro lugar onde possam ser vistos, contemplados, admirados.
A vizinha volta. Fecha suas portas. Volta para seus afazeres.
A chuva dá uma trégua. Chuva de fim de tarde, de interior. De feriado, de descanso numa rede, de tranquilidade, de causos, de louvores cantados ao som de um violão, de bênçãos.
A avó chega e o jantar está na mesa. Uma sopa de legumes, típica de um fim de tarde, num dia de sábado, de feriado, no interior.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Prólogo

Bem, bem, eis-me aqui em mais uma tentativa de manter um blog por mais de alguns poucos dias (rs). Aqui é um espaço onde posso escrever e compartilhar um pouco do que sinto, do que vejo, minhas impressões sobre o mundo, sobre a vida, sobre mim mesma, sobre as coisas... e por aí vai (rsrs)...
Bem, por ora não me prolongarei.

Até breve. Fiquem com o nosso bom e lindo Deus.